Neste sábado, tive o previlégio de ver o espetáculo já assistido por mais de 60 mil espectadores, percorrido algumas capitais do país e recebido os principais prêmios do teatro paulista: APCA 2008 - Melhor Espetáculo e Melhor Atriz; Shell - Melhor Direção (além das indicações a Atriz, cenários, figurinos e iluminação); Quem - Melhor Atriz e Qualidade Brasil - melhor atriz de comédia, o espetáculo "A Alma Boa de Setsuan", de Bertold Brecht. Dirigido por Marco Antônio Braz, que também adaptou o texto com o ator Marcos Cesana, está em cartaz no Teatro Tuca até 04 de outubro.

"A Alma Boa de Setsuan" desvenda o fazer teatral diante do público. São os próprios atores que recebem a platéia, distribuem o programa, manipulam o cenário e fazem o serviço de contrarregragem. "A intenção era criar um elenco com o espírito de grupo de teatro, totalmente disponível artisticamente para contar a história que o camarada Brecht escreveu há quase 70 anos", revela o diretor, o também carioca Marco Antônio Braz, amigo e contemporâneo de Denise Fraga na Uni-Rio.
"Faço teatro, cinema e televisão e acho muito bom entrelaçar estes veículos, aproveitar a popularidade proporcionada pela televisão, por exemplo, para levar aos palcos textos clássicos de forma sedutora. Um clássico não é clássico à toa, tem algo ali de universal, que atravessou o tempo tocando o coração das pessoas. Acho que grande parte do público que viu a peça talvez nunca tenha visto um Brecht. E se surpreendeu em se divertir tanto com ele. Sem deixar de levar para casa a reflexão que ele queria", diz Denise, que interpreta a prostituta Chen Tê.

A história se passa na China. Os três deuses da peça são representados por um único ator, Ary França, que com uma pomba irreverente no ombro, é chamado de Santíssima Trindade. Ele vem a Terra em busca de uma alma boa e ao chegar à província de Setsuan, encontra entre outros, Chen Tê, a única pessoa que se dispõe a dar-lhe um teto para dormir. Por sua generosidade, ele conclui ser ela a alma boa que tanto procurava e resolve presenteá-la com uma recompensa em dinheiro, o suficiente para ela comprar uma tabacaria e mudar de vida. Dona de seu próprio negócio, os miseráveis da cidade começam a abusar de sua bondade. Para se livrar dos importunos e exploradores, Chen Tê inventa a existência de um primo, Chui Ta, ela própria disfarçada.
Chen Tê desaparece. O sumiço pode ser um golpe e a responsabilidade recai sobre seu primo. Como ser bom e ao mesmo tempo sobreviver no mundo competitivo em que vivemos? Esta é a questão levantada pelo dramaturgo alemão Bertolt Brecht na peça "A Alma Boa de Setsuan".

"A trilha é feita por samplers de músicas tradicionais chinesas, orquestradas por banjos, bandolins, guitarras, entre outros. 'Os atores tocam tambor chinês'", conta Théo Werneck responsável pela trilha sonora. A cenografia de Marcio Medina é composta por módulos deslizantes. A luz é de Wagner Freire e o figurino de Verônica Julian. "Para fazer o figurino da peça, me inspirei em sacos de arroz chineses e tailandeses. Reproduzi em tecido. Tingi, envelheci e fiz silk-screen. Esse material serviu para a roupa básica, que são os uniformes dos trabalhadores", detalha a figurinista.


"A Alma Boa de Setsuan" desvenda o fazer teatral diante do público. São os próprios atores que recebem a platéia, distribuem o programa, manipulam o cenário e fazem o serviço de contrarregragem. "A intenção era criar um elenco com o espírito de grupo de teatro, totalmente disponível artisticamente para contar a história que o camarada Brecht escreveu há quase 70 anos", revela o diretor, o também carioca Marco Antônio Braz, amigo e contemporâneo de Denise Fraga na Uni-Rio.
"Faço teatro, cinema e televisão e acho muito bom entrelaçar estes veículos, aproveitar a popularidade proporcionada pela televisão, por exemplo, para levar aos palcos textos clássicos de forma sedutora. Um clássico não é clássico à toa, tem algo ali de universal, que atravessou o tempo tocando o coração das pessoas. Acho que grande parte do público que viu a peça talvez nunca tenha visto um Brecht. E se surpreendeu em se divertir tanto com ele. Sem deixar de levar para casa a reflexão que ele queria", diz Denise, que interpreta a prostituta Chen Tê.

A história se passa na China. Os três deuses da peça são representados por um único ator, Ary França, que com uma pomba irreverente no ombro, é chamado de Santíssima Trindade. Ele vem a Terra em busca de uma alma boa e ao chegar à província de Setsuan, encontra entre outros, Chen Tê, a única pessoa que se dispõe a dar-lhe um teto para dormir. Por sua generosidade, ele conclui ser ela a alma boa que tanto procurava e resolve presenteá-la com uma recompensa em dinheiro, o suficiente para ela comprar uma tabacaria e mudar de vida. Dona de seu próprio negócio, os miseráveis da cidade começam a abusar de sua bondade. Para se livrar dos importunos e exploradores, Chen Tê inventa a existência de um primo, Chui Ta, ela própria disfarçada.
Chen Tê desaparece. O sumiço pode ser um golpe e a responsabilidade recai sobre seu primo. Como ser bom e ao mesmo tempo sobreviver no mundo competitivo em que vivemos? Esta é a questão levantada pelo dramaturgo alemão Bertolt Brecht na peça "A Alma Boa de Setsuan".

"A trilha é feita por samplers de músicas tradicionais chinesas, orquestradas por banjos, bandolins, guitarras, entre outros. 'Os atores tocam tambor chinês'", conta Théo Werneck responsável pela trilha sonora. A cenografia de Marcio Medina é composta por módulos deslizantes. A luz é de Wagner Freire e o figurino de Verônica Julian. "Para fazer o figurino da peça, me inspirei em sacos de arroz chineses e tailandeses. Reproduzi em tecido. Tingi, envelheci e fiz silk-screen. Esse material serviu para a roupa básica, que são os uniformes dos trabalhadores", detalha a figurinista.

FICHA TÉCNICA:
Autor: Bertold Brecht
Direção: Marco Antônio Braz
Adaptação: Marco Antônio Braz e Marcos Cesana
Elenco: Denise Fraga, Ary França, Cláudia Mello, Joelson Medeiros, Maurício Marques, Fábio Herford, Marcos Cesana, Jacqueline Obrigon, Virgínia Buckowski, Maristela Chelala e João Bresser
Assistente de direção e preparadora corporal: Ana Paula Nero
Cenografia: Márcio Medina
Figurino: Verónica Julian
Visagismo: Emi Sato
Trilha sonora: Théo Werneck
Iluminação: Wagner Freire
Direção de Produção: Roberto Monteiro e Fernando Cardoso
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